O CLAREAR: Reconstruir em Família (Projeto de Atendimento Sócio Familiar) projeto específico de âmbito municipal de atendimento sistemático às famílias de crianças e adolescentes em situação de extremo risco, onde seus direitos foram ameaçados ou violados, consideradas as condições de pessoas com deficiência e as diversidades de gênero, orientação sexual, cultural, étnico racial, religiosa, geracional, territorial, de nacionalidade e de opção política e não tenham passado pelo serviço de acolhimento institucional. Realizados por uma equipe de Assistentes Sociais, Psicólogo, Orientador Social e Musicoterapeuta (atendimento in loco).

  O Projeto tem em sua capacidade de atendimento até 30 famílias, os atendimentos acontecem de segunda-feira as sextas feiras das 08h00min as 19h00min, com atendimento psicossocial centralizado, considerando suas potencialidades do conjunto de seus membros e de cada individuo, fazendo compreender também as singularidades e particularidades presentes nas situações vivenciadas por cada sujeito. Deste modo, proporcionando apoio, promoção e proteção para esses indivíduos, tendo em vista as fragilidades e violações expressadas no âmbito das relações do grupo, prevenindo a ruptura de vínculos familiares (Acolhimento Institucional).

  1. Contribuir para o fortalecimento da família no desempenho de sua função protetiva;
  2. Processar a inclusão das famílias no sistema de proteção social e nos serviços públicos, conforme necessidades;
  3. Contribuir para restaurar e preservar a integridade e as condições de autonomia dos usuários;
  4. Contribuir para romper com padrões violadores de direitos no interior da família;
  5. Contribuir para a reparação de danos e da incidência de violação de direitos;
  6. Prevenir a reincidência de violação de direitos;
  7. Fornecer sustentabilidade ao processo de reorganização das famílias
  1. Desenvolver junto às famílias através do trabalho psicossocial para que se desenvolvam o seu protagonismo social;
  2. Fazer com que a família tenha o acesso a todos os serviços oferecidos pela Rede Protetiva, ou seja, facilitando o acesso tanto da família aos serviços, quanto dos serviços a família;
  3. Orientar e sensibilizar os usuários para que possam estar fortalecidos quanto a tomada de decisões levando a reflexão dos caminhos possíveis;
  4. Realizar orientações a direitos referentes a cidadania, trazendo sempre o esclarecimento;
  5. Orientando as famílias indicando os caminhos e meios para que possam pleitear seus direitos;
  6. Fortalecendo o indivíduo e a família através de orientações, para que encontrem em si os recursos necessários para poder romper com o ciclo; – e melhoria da qualidade de vida das famílias.
  7. Através do apoio material, organizacional, e ações conjuntas com demais parceiros da rede sócio assistencial, e de maneira sistematizadas levamos as famílias o apoio necessário emergencial para que superem naquele momento suas dificuldades.

De acordo com a normatização da Resolução n°109 o trabalho social e essencial de atendimento deverá abranger:

Acolhida; escuta; estudo social; diagnóstico socioeconômico; monitoramento e avaliação do serviço; orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais; construção de plano individual e/ou familiar de atendimentos; orientação sociofamiliar; atendimento psicossocial; […] referência e contra referência; informação, comunicação e defesa de direitos; apoio à família em sua função protetiva; acesso a documentação pessoal; mobilização, identificação da família extensa ou ampliada; articulação da rede de serviços socioassistenciais; articulação com os serviços de outras políticas públicas setoriais; articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos; mobilização para o exercício da cidadania; trabalho interdisciplinar; elaboração de relatórios e / ou prontuários; estímulo ao convívio familiar, grupal e social; mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio.

 

Encaminhamento das famílias:

Como porta de entrada das denúncias, CREAS e Conselho Tutelar encaminham os casos ao Projeto após análise e avaliação que denotam indícios de crianças ou adolescentes em situação de extremo risco de acolhimento institucional, uma vez esgotado as medidas de proteção.

Segurança de acolhida:

No início das ações de acolhimento à família é apresentado o serviço e realizada, a entrevista psicossocial com objetivo de compreender a dinâmica familiar e reconhecer a rede de serviço socioassistencial utilizado pela família. Desse modo serão identificadas as demandas imediatas, atentando-se para situações de emergência e/ou ameaças. Busca-se assim, a construção de vínculos – imprescindível para o desenvolvimento do trabalho

Cadastro em livro de ata contendo dados gerais de cada família;

Ficha de investigação social da família (Estudo Social/ Diagnóstico Socioeconômico);

Plano de Trabalho;

Prontuários para resguardo de documentação e histórico familiar;

Relatórios mensais e anuais;

Guia de referência e Contra Referência;

Visitas domiciliares.

Durante todo o acompanhamento serão realizadas visitas domiciliares, modalidade de atendimento que tem como objetivo aprofundar a compreensão do cotidiano dos sujeitos, da dinâmica das relações que estes estabelecem em sua vida familiar e comunitária. Ainda, a visita domiciliar configura-se como um importante dispositivo para oportunizar a vinculação da família a equipe, realizado sistematicamente pela equipe multidisciplinar composta por Assistente Social, Orientador Social e Psicólogo, de duas a três vezes por semana conforme a necessidade de cada família. Sendo constatada a realidade social, realizando avaliação das propostas de ações trabalhadas com a família com atendimentos, encaminhamento, orientação sociofamiliar, informação, comunicação e defesa de direitos.

As famílias atendidas pelo projeto são encaminhadas aos serviços da rede de Proteção Social, mediante articulações e ações conjuntas: Saúde, Educação, Assistência social, Previdência, Habitação, dentre outros serviços.

O motivo dos encaminhamentos das familias  atendidas pelo projeto Clarear são os seguintes:

  • Violência fisica
  • violência psicológica
  • suspeita de violência sexual
  • abandono, negligência,
  • evasão escolar
  • dependência química e/ou de alcool
  • prostituição e conflitos familiares.

 

É importante relevar que além das famílias atendidas, nossos contatos se estendem a rede de apoio familiar – vizinhos, parentes, dentre outros – O Projeto. Totalizando: 27 famílias atendidas; 125 do núcleo familiar, 29 adolescentes e 36 crianças – Dados do 1º semestre de 2018. 

Cada família será acompanhada pelo projeto durante o tempo necessário de acordo com o seu Plano de Propostas Promocionais, cabendo à Equipe Técnica definir se houve a superação da família com relação à situação de risco extremo e as crianças e/ou adolescentes não apresentarem mais risco de acolhimento institucional.

Após o desligamento, devido ao fortalecimento familiar, ou seja, saindo do nível de extremo risco passando ao nível de vulnerabilidade, a família continuará a ser monitorada e acompanhada por outros Programas de Proteção Social Básica do município como CRAS ou ONG’s.